| ISBN | 978-65-5044-420-4 |
|---|---|
| Tamanho | 16×23 |
| Páginas | 184 |
| Acabamento | Brochura |
O indito
O amor raramente falha de uma vez.
Ele começa acertando.
Promete. Se instala. Convence.
Mas, quando falha, é justamente depois do fim que o amor revela tudo aquilo que despertou em nós: o desejo, a culpa, a fé, a ausência, os traumas que julgávamos enterrados e a esperança que insiste em sobreviver.
O Indito percorre essas metamorfoses.
Nascido da tentativa de dizer o que nunca pôde ser dito a um grande amor, o livro acabou encontrando uma pergunta maior: como dizer aquilo que o amor transforma em nós, mas que a linguagem nunca alcança por inteiro?
Entre delicadeza e ironia, sagrado e profano, o eu-lírico atravessa o encantamento, o corpo, a ruptura e a reconstrução, descobrindo que algumas experiências não terminam quando acabam. Continuam vivendo naquilo que ainda procura dizer.
Nem mesmo a poesia consegue dizer tudo.
O que resta, depois do fim, permanece indito.
